Linha residencial | Isolamento Acústico | Parede Acústica
1- Paredes Simples
São denominadas como simples, paredes homogêneas e com espessuras constantes. Para este tipo de parede, o nível de isolação é função da massa do elemento e da freqüência do som que vier a atingir a parede, conforme se pode perceber observando a figura 3, que apresenta a curva típica de uma parede simples.

Uma teoria amplamente utilizada para predizer o coeficiente de isolação sonora em paredes simples é a da lei da massa, que apresenta um bom desempenho segundo diversos autores como BERANEK (1960), HECKL (1980) e SILVA (2000), este último que realizou um trabalho comparando estatisticamente os resultados medidos em laboratório com os modelos citados por três autores: GERGES (1992), MENDEZ (1991), SANCHO & SHENCHERMES (1982).
Existem também outros métodos para a predição do índice de isolação de paredes simples, como os de Feshbach, Cremer, Josse, Bruel, Savioli, Meisser e o Método Estatístico Energético. Estes foram avaliados por LARANJA (2000), através de comparação entre resultados medidos e simulados. Como resultado desse trabalho, LARANJA conclui que dependendo do material a ser estudado e da freqüência a ser analisada, os diferentes métodos podem apresentar resultados condizentes ou não. Sendo que, o que se mostrou mais eficiente para todos os materiais e freqüências avaliadas foi o método do Patamar.
2- Parede Dupla
O uso de paredes duplas ou triplas, segundo GERGES (1992), é a melhor opção quando se quer obter alta perda de transmissão, sem a utilização de paredes com grande massa.
De acordo com BATISTA (1998), os fatores que determinam a qualidade de uma parede dupla são: tipo de material; sistema de montagem das paredes; espessura da lâmina de ar; e o coeficiente de absorção do material, colocado na câmara de ar para diminuir a ressonância.
Para garantir a eficiência deste tipo de composição é sugerido por vários autores (BATISTA, 1998; GERGES, 1992; MEISSER, 1973), que se utilize materiais com massa e rigidez diferentes, para garantir que as paredes não possuam a mesma freqüência crítica, o que faria com que elas vibrassem em uníssono e produzissem ressonância, causando uma baixa perda de transmissão ao conjunto.
A transmissão sonora deste tipo de estrutura é muito difícil de ser formulada matematicamente por uma expressão simples, pois depende de diferentes mecanismos de transmissão (LARANJA, 2000). Porém, concentrando-se na transmissão de um certo caminho ou grupo de caminhos, foram formulados alguns modelos simplificados e com limitações, como os métodos de London, Goesele, Josse, Modelo da Análise Estatística Energetica de Craik & Wilson, Sharp e Meisser.
Para estimar os coeficientes de isolamento neste tipo de estrutura, LIPS (1999) sugere a utilização da expressão 1, que foi obtida empiricamente.

Onde:
R’W = Coeficiente de isolação sonora da parede dupla;
R*W = Coeficiente de isolação sonora da parede simples;
d = Distância entre as duas paredes [m];
n = Tipo de acoplamento entre as paredes;
n = 1 se acoplamento rígido;
n = 1,5 se acoplamento elástico;
n = 2 se as paredes não possuem meio de ligação;
c = Tipo de material que preenche o espaço entre as paredes;
c = 0,8 se câmara de ar;
c = 1 se câmara preenchida com material de absorção;
3- Parede Composta
São constituídas por mais de um material. Podem apresentar coeficientes de isolação diferentes, como por exemplo: o elemento composto por uma porta inserida em uma parede de alvenaria.
LIPS (1999) sugere a utilização da expressão 2 para calcular os coeficientes de isolamento acústico resultantes das paredes compostas.

Onde:
R’W,res = Coeficiente de isolamento resultante da parede composta;
R’W,1 = Coeficiente do material que apresenta maior isolação;
R’W,2 = Coeficiente do material que apresenta menor isolação;
S2 = Área do material que apresenta menor isolamento;
STotal = Área total da parede composta.
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