As janelas são geralmente os pontos mais vulneráveis à passagem do som nas fachadas, sendo, portanto, os elementos responsáveis por definir o coeficiente de isolamento ao ruído externo das edificações (FASOLD & VERES, 1998).

Estudos realizados por vários pesquisadores (RECCHIA, 2001; SANTOS & PAIXÃO, 1991; BARING, 1988), mostraram que as principais responsáveis pelos baixos índices de isolamento das janelas são as esquadrias e não os vidros, como a maioria das pessoas supõe.  Portanto, a idéia amplamente divulgada, de que a substituição do vidro da janela por um vidro duplo seria suficiente para solucionar o problema do ruído externo, é equivocada.

A pesquisa realizada por BARING (1988), onde foram avaliados vários modelos de janelas, bem como o trabalho realizado por RECCHIA (2001), que determinou em laboratório os coeficientes de redução sonora de diversos elementos que compõe as fachadas, apresentando como valor médio para as janelas de correr, que são as mais utilizadas na construção civil brasileira, com índice de isolação sonora de 20 dB(A), demonstraram que os modelos de janelas mais utilizados no país não apresentam desempenho satisfatório quanto a finalidade de proporcionar conforto acústico as pessoas, uma vez que estes valores estão abaixo do mínimo exigido em países como Alemanha, França, Espanha e Estados Unidos, que possuem normas que estabelecem níveis mínimos para este tipo de elemento.